sábado, 7 de julho de 2007

Um sentimento bate forte em minha espinha, nao é angustia muito menos medo, é simplismente uma noçao ampliada das coisas. Estou parado olhando para o espelho, ao meu lado vejo refletir uma mulher, ela esta com um ar sordido de angustia, aterrorizada, mais por algum motivo ela nao grita, talvez seja só minha imaginação, pois como pode ela estar em pé se posso ver o corpo dela morto aos meus pés?! impossível, é só a minha imaginação, viro-me em direção a porta, dou mais uma olhada para traz para ter certeza do que eu fiz,
Começo a me perguntar se toda aquela mistura de coragem e violência vinha de mim mesmo, fui ao corredor e me fiz a pergunta que não cala na minha mente: Por que?
Mais no momento a pergunta não é importante, já estava feito, o corpo caído, deformado, fétido, necessitava ser retirado da cena do crime, olho para janela vejo um rosto, me assusto e de contra golpe me vem um pensamento, frio e calculista, vejo que aquele individuo tenta correr, o mais rápido que ele pode, infelizmente para ele, não foi o suficiente, apanhei-o entre o banheiro e o quarto de visitas, dou lhe duas escolhas, morra como homen, ou morra. Não satisfeito aquele ser grita, e se debate em seu leito de morte, a esperança é realmente a ultima a morrer, porem inútil, ninguém escutaria seus gritos, não com essa chuva la fora, saco minha pistola e logo me vêem um alerta de perigo, olho para traz la esta ela em pé novamente vindo em minha direção, me assusto e com um salto sou forçado a me jogar em cima de uma mesa velha, que quebra com o meu peso, o homen que antes era puro desespero agora me olha como um guerreiro, novamente aquela noção ampliada das coisas me bate na espinha, vou em direção a ele, percebo que o corpo dela ainda esta caído no mesmo lugar, então sem exitar dou lhe três facadas, uma acertando seu estomago, subindo para a garganta e a terceira a melhor, aquela que me deu um prazer sem explicação, aquela que fez a cabeça dele rolar como uma bolinha, percebo, neste exato momento sou apenas uma criança, uma criança sedenta por sangue, escuto vozes na minha cabeça, tudo gira, com muita dor alcanço o pote de remédio no meu bolso, tomo 4 pílulas, segundo meu psicanalista agora vou melhorar, e vou dormir, sou a prova viva de que isso é uma tremenda mentira.
Mais acordado do que antes, agora continuo sendo um assassino, calmo e confuso, esta na hora da faxina, divirto-me com o sentimento de culpa, sinto prazer em ver aqueles dois ali, a tanto tempo eu os avisava, agora era tarde de mais para mais algum tipo de aviso, o sentimento ampliado transforma-se em alivio, parece que tirei um peso das costas, na verdade ganhei dois pesos, pois a final, aonde diabos eu iria por 2 corpos fétidos e mutilados,
Por alguma razão pareço já saber o que fazer com eles, uma voz me guia, sinto me mais forte pela minha atitude.
Serrar os membros de um corpo humano não è tão fácil como parece, você tem que ser frio, tem q realmente sentir algo por aquela pessoa, seria difícil naquele momento, se não fosce a minha raiva, talvez não teria conseguido, talvez...
Sete horas depois, esta feito, pedaço por pedaço os dois corpos cozinham numa grande panela, esta que eu e ela fazíamos comida para todos os amigos no domingo, todos, inclusive ele, meu único pensamento no momento é, mais juntos do que nunca, divirto me com a situação pois ambos estão no mesmo saco preto, pedaço por pedaço, cozidos para não exalarem mais aquele cheiro que me da um arrepio na espinha, aquele cheiro de sangue, de medo, aquele sangue que me fazia ouvir gritos, que tambem me fazia lembrar que a carne era fraca, e tudo que eu fiz era a prova disto, mais uma vez divirto-me.

Agora estou preocupado, o que fazer com aquele saco, não penso mais em corpos, somente no lixo que eu tenho que esconder, lembro me do lugar onde íamos lembrar nosso primeiro encontro, lembro também como era lindo aquele lugar, aquele cheiro, por um momento estou deitado na grama, com ela deitada em meus braços, estamos adivinhando nuvens, por alguns instantes aquela paz toma conta de mim, sinto me vivo outra vez, por alguns instantes...Mais já é hora de voltar, afinal, a realidade momentânea esta longe daquela lembrança.
O saco cabe perfeitamente no porta malas do carro dela, paro, debruço no capo e começo a chorar, lembranças bombardeiam minha cabeça como se foscem tiros de canhão, da mesma forma que vem, vai, e começo a rir, como uma criança, aquilo que era uma vingança agora se transformara em brincadeira. Não tenho tempo a perder e volto a minha “sobriedade” farmacêutica, mais quatro para retomar a calma, afinal de contas agora eu não sou mais um marido, um amigo, colega ou até mesmo chefe, agora eu sou um assassino, para a sociedade eu sou culpado, mais prefiro pensar em outra justiça no momento.
Entro no carro, e partimos, no caminho encontros amigos, sorrio, continuo com o que tenho de fazer, o caminho é longo, distraio me escutando aquele velho som de sempre. Pronto estamos chegando ao momento que eu tanto odeio, nunca gostei de despedidas. Olho aquele lago como se fosce a ultima vez, por alguma razão eu já sinto saudades daquele lugar, sinto que nunca mais o verei. Esta na hora, despeço me, pois é claro, ela jamais tinha ido a algum lugar sem antes me dar um beijo, vejo com uma enorme felicidade aquele carro descer em direção a água, pronto, alguns minutos e o carro já esta totalmente submerso, não me preocupo com a distancia que tenho de caminhar, pois algo me diz que eu jamais vou sair deste lugar, sento na pedra que sempre sentávamos, deito me na grama como sempre deitávamos, faço tudo exatamente como fazíamos, algo faz aquilo parecer real, ironizo o momento falando minhas ultimas palavras antes de ter meu cérebro espalhado por aquele lindo lugar: descansemos em paz!